Ainda antes de abrir suas portas, o Bordaza apresenta ao público uma de suas premissas mais simbólicas: a arte como gesto inaugural. A fonte instalada na entrada do empreendimento é uma afirmação estética e conceitual de que o shopping nasce conectado à cidade, à cultura e à sensibilidade urbana.
A obra é assinada por Angela Detanico e Rafael Lain, artistas brasileiros de renome internacional, reconhecidos por sua capacidade de criar pontes entre linguagem, poesia e espaço. Ao posicionar essa obra em sua entrada principal, o Bordaza declara sua vocação para ser também um espaço de expressão.
Mais do que decorar, a arte provoca, inspira e acolhe. Ela sugere que consumir pode ser também contemplar. Que o cotidiano pode ser atravessado por beleza. E que, em meio ao ritmo da cidade, ainda há tempo e lugar para experiências que toquem.
Essa é uma escolha que não apenas enriquece o projeto arquitetônico, mas que fortalece o papel do Bordaza como vetor cultural e social de Porto Alegre.
Detanico e Lain: quem são os artistas por trás da fonte do Bordaza
Angela Detanico e Rafael Lain são gaúchos de Caxias do Sul, vivem em Paris e circulam entre as principais instituições artísticas do mundo. Suas obras misturam códigos, alfabetos inventados, experimentações visuais e poesia. São artistas que pensam o tempo, o espaço e o silêncio.
Para o Bordaza, criaram uma fonte que é, ao mesmo tempo, paisagem e código, símbolo e fluxo. Um convite à pausa. À observação. À interpretação livre.
Escolher Detanico e Lain é inserir o empreendimento em uma rede de significados que transcende a lógica comercial. É posicionar o shopping como um espaço onde arte e cidade caminham juntas.
Arte pública: transformando a experiência de viver a cidade
Arte pública tem o poder de alterar a paisagem e, com ela, a forma de habitar trajetos. Ao incluir uma obra artística logo na entrada, o Bordaza amplia a experiência urbana: provoca o olhar, sugere sentidos e transforma a espera em experiência.
A fonte do Bordaza não exige nada. Não há ingresso, não há fila, não há roteiro. Há apenas presença. Uma proposta de convivência entre a arte e quem passa.
Nesse gesto, o Bordaza ensaia um novo pacto urbano: espaços comerciais que também educam o olhar, expandem repertórios e convidam o público a desacelerar, ainda que por poucos segundos

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